Sobre
A Bienal de Valada, nasce do percurso artístico de Flávia Germano Barra, artista plástica, fundadora do evento e natural de Valada. Durante a pandemia (2020), a artista voltou a residir na sua aldeia natal e nessa nova realidade era urgente criar uma ponte entre a sua presença e a comunidade local, depois de 25 anos a viver e trabalhar em Lisboa. Num primeiro momento, começou por instalar o seu atelier na praça central da aldeia onde começou a trabalhar, de porta aberta e muitas vezes na via pública, expondo-se a si e ao seu trabalho a outros olhares. Fez a ponte que intuía. Do espanto e da curiosidade recíprocas se fez a entreajuda e a partilha. “O atelier da Flávia” tornou-se um lugar. Umas vezes de passagem outras de permanecer, amigos, conhecidos e por conhecer, por lá se encontram. Quatro anos depois produziu o primeiro evento, Desforra Valada Weekend (2024), com a ajuda de todos e de instituições da freguesia. Convidou e recebeu 15 artistas que fazem parte da sua vida em Lisboa e durante um fim de semana, habitaram e expuseram lugares há muito ausentes da vida quotidiana das pessoas. Estava feita a ponte e as duas margens guardavam as águas. Artistas e residentes, fizeram deste evento uma maré cheia de afectos e trocas poéticas, conheceram-se de forma recíproca, e marcaram novo encontro, para o que será o segundo certame da Desforra Valada Weekend do ano 2025, dentro da recém criada Bienal de Valada.
A Bienal de Valada é a continuação desse movimento e, ao mesmo tempo, a sua inversão: lembro a exposição Lembranças Inúteis (2020) na qual a artista Flávia Germano Barra levou Valada para Lisboa. Ocupou o salão da BASE com uma tonelada e meia de areia que recolheu e transportou das margens do rio Tejo (de uma exploração desativada de recolha de inertes – o Areeiro de Valada) e no que se pode apelidar de transladação desse lugar, projectou um filme com fragmentos do quotidiano da Aldeia – sentimos o cheiro da maracha, das broas de Natal, dos rituais da levedura da massa mãe (que se quer que acrescente a chegue para toda a gente) e das conversas nas paragens de autocarro onde se faz tricot na espera. Nos dois certames deste ano de 2025, Breaking Bread (Maio) e Desforra Valada Weekend (Junho) que a Bienal vai produzir, o convite é para escutar primeiro: a comunidade artística vem a Valada desdobrar memória e tempo em múltiplas formas num envolvimento gradual com o lugar e através dele. Valada abre-se para receber e prosperar.
Os espaços expositivos refletem esse gesto de existir no lugar e através dele: um pátio privado que se abre a todos, a sala de espera do posto médico, a garagem do Rudolfo, o mercado municipal, o posto de turismo, a escola primária, o quiosque e o café do bairro são exemplos de espaços que, não sendo pensados para expor, se tornam lugares de possibilidade, atravessados pelo encontro entre arte e território.
O certame Breaking Bread é uma co-produção entre a Bienal de Valada e a BASE – Escola de Arte, com curadoria de Andreia César (Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul) e Sandrine Llouquet (O Gabinete de Madame Thao), e conta com o apoio à produção da Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul, O Gabinete de Madame Thao e Miguel Castro Art Advisor. Durante o Breaking Bresd, estes parceiros irão atribuir os prémios da residência artística da BASE, que incluem exposições individuais, uma exposição coletiva e aquisições de obras. Em 2026, a Bienal voltará a integrar o projeto pedagógico da BASE – Escola de Arte, na sua programação anual.
A Bienal de Valada, nasce do percurso artístico de Flávia Germano Barra, artista plástica, fundadora do evento e natural de Valada. Durante a pandemia (2020), a artista voltou a residir na sua aldeia natal e nessa nova realidade era urgente criar uma ponte entre a sua presença e a comunidade local, depois de 25 anos a viver e trabalhar em Lisboa. Num primeiro momento, começou por instalar o seu atelier na praça central da aldeia onde começou a trabalhar, de porta aberta e muitas vezes na via pública, expondo-se a si e ao seu trabalho a outros olhares. Fez a ponte que intuía. Do espanto e da curiosidade recíprocas se fez a entreajuda e a partilha. “O atelier da Flávia” tornou-se um lugar. Umas vezes de passagem outras de permanecer, amigos, conhecidos e por conhecer, por lá se encontram. Quatro anos depois produziu o primeiro evento, Desforra Valada Weekend (2024), com a ajuda de todos e de instituições da freguesia. Convidou e recebeu 15 artistas que fazem parte da sua vida em Lisboa e durante um fim de semana, habitaram e expuseram lugares há muito ausentes da vida quotidiana das pessoas. Estava feita a ponte e as duas margens guardavam as águas. Artistas e residentes, fizeram deste evento uma maré cheia de afectos e trocas poéticas, conheceram-se de forma recíproca, e marcaram novo encontro, para o que será o segundo certame da Desforra Valada Weekend do ano 2025, dentro da recém criada Bienal de Valada.
A Bienal de Valada é a continuação desse movimento e, ao mesmo tempo, a sua inversão: lembro a exposição Lembranças Inúteis (2020) na qual a artista Flávia Germano Barra levou Valada para Lisboa. Ocupou o salão da BASE com uma tonelada e meia de areia que recolheu e transportou das margens do rio Tejo (de uma exploração desativada de recolha de inertes – o Areeiro de Valada) e no que se pode apelidar de transladação desse lugar, projectou um filme com fragmentos do quotidiano da Aldeia – sentimos o cheiro da maracha, das broas de Natal, dos rituais da levedura da massa mãe (que se quer que acrescente a chegue para toda a gente) e das conversas nas paragens de autocarro onde se faz tricot na espera. Nos dois certames deste ano de 2025, Breaking Bread (Maio) e Desforra Valada Weekend (Junho) que a Bienal vai produzir, o convite é para escutar primeiro: a comunidade artística vem a Valada desdobrar memória e tempo em múltiplas formas num envolvimento gradual com o lugar e através dele. Valada abre-se para receber e prosperar.
Os espaços expositivos refletem esse gesto de existir no lugar e através dele: um pátio privado que se abre a todos, a sala de espera do posto médico, a garagem do Rudolfo, o mercado municipal, o posto de turismo, a escola primária, o quiosque e o café do bairro são exemplos de espaços que, não sendo pensados para expor, se tornam lugares de possibilidade, atravessados pelo encontro entre arte e território.
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